sábado, abril 01, 2006

Inacabado

, e diante de todo o infinito que cabe em seus olhos seria demasiado arriscado eu tentar te explicar meu mundo. Perdido em pequenezas pessoais seria grande a viagem para te conduzir por caminhos tortos com o perigo do destino não ser lá o que se esperava.

E lhe apresentar tudo que está e é seria loucura, pois o universo que você possui talvez seja muito denso para que você creia no espontâneo-não-justificado. E o que eu consigo lhe projetar é apenas um mínimo indício de tudo o que eu queria ser, que eu poderia ser, mas...

Poderia falar-te tudo ao pé do ouvido, em meio às sombras daqueles que se encontram neste prolongado ínterim. Mas é tão clara a imagem falsa que estas palavras lhe produziriam que a minha auto-punição se torna justificável. Mesmo crendo que na realidade isso tudo seja apenas mais um dos tantos escudos de que agora começo a me munir, diante de olhos que vêem além, prevendo já uma seqüência de ações que podem ser cortadas pela raiz.

O triste é saber que você nunca irá ouvi-las, porque me expor à sua não-querência seria uma queda muita alta. Não que esta queda seja ligada diretamente a você, mas antes a tudo aquilo que acredito, mesmo sendo minhas crenças não tão confiáveis.

Sabe o que é?

É que eu, inadvertidamente,

*nian.pissolati.

4 comentários:

Tata disse...

sabe oq é?! projeções projeções!!!


entende o meu desassossego[?]

maricota de jesus disse...

e de repente ele se cala,

pega as chaves,

tranca a porta e se vai.

Mi, de Camila disse...

Auto-punição por ato não concluído é injustificável. Quem não arrisca não petisca, babe!

diego belo disse...

chamb's: o dia que esse cara quiser que eu o escute eu escuto. não vai precisar mais ficar dependendo de ninguém. pode se jogar e cair nos meus braços, formatura.